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terça-feira, 30 de novembro de 2010

O futuro do livro

A escrita é um bem secular, os povos que não tiveram seu domínio deixaram suas marcas nas paredes das cavernas ou mesmo em peças de artesanato que possuem caracteres não traduzidos até hoje, a exemplo dos Incas, mas independentemente do que se valiam, todos os povos descobriram formas de passar seus conhecimentos para gerações futuras.
Em meio as diversas formas de transmissão do saber da atualidade encontram-se fotos, pinturas, poemas, cartas, músicas, contos, mas também há um item que junta todos esses meios transformando-se em um hiperônimo: o livro! Essa forma de coletar, relacionar e organizar informações se perpetua em nossa espécie e vem ganhando novos territórios, como o da informática.
Alguns estudiosos visualizam o fim do livro impresso e sua total digitalização, como de fato está ocorrendo em diversas bibliotecas do mundo e até mesmo com o judiciário brasileiro, é nítida a importância do livro das pessoas, seja a criança que começa com Maurício de Souza, o jovem que lê Dalcídio Jurandir, a mulher com seu romance de bolsa ou o homem com suas ficções e suspenses, todos, sem exceção, precisam de um momento de lazer, de reflexão, daqueles em que se da a volta ao mundo sem nem ao menos sair da cadeira,e quem mais nos proporciona isso além da leitura?
Mesmo tendo o livro um futuro incerto(afinal será sempre impresso da forma que conhecemos, digital ou inventarão outro meio de propagação?) uma certeza fica: o impossibilidade do seu fim.
Aos amantes das tecnologias as desculpas, mas "ipad" nenhum substituirá jamais o bom e velho cheirinho de livro novo, o livro é eterno, inesquecível, quanto maior mais gostoso, interage, é herança, une o verbal e não verbal e sem dúvida assim como ele ensina e repassa costumes, o livro humaniza.
No mundo robótico em que vivemos quem mais faz isso além dele? Exato, apenas ele próprio.